<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923</id><updated>2012-02-17T00:23:28.236-02:00</updated><title type='text'>Raso 2</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-3627938885135245180</id><published>2012-01-17T10:54:00.000-02:00</published><updated>2012-01-17T11:02:16.334-02:00</updated><title type='text'>Dias Pra Se Esquecer</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;Enquanto decidia se beberia uísque às 10 da manhã de uma terça, a idéia de se matar enchia seu coração com um estranho conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cachorro lambe as partes no meio da sala. Fora, a chuva não dá trégua. Só a espessura dos pingos mudava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava num beco sem saída. Ele mesmo se colocou lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paralisia de ação e a perspectiva sombria de nenhuma esperança ou alento dava ainda mais sentido para pegar uma daquelas facas de churrasco e cortar devagarzinho seus pulsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu imaginando o barulho da sua pele jovem sendo rasgada pela lâmina. E o sangue escorrendo em veios vermelho-rubi por seus braços, alcançando os cotovelos. Lambia suas feridas. Sentiu o gosto de ferro na língua. Travou o maxilar e caiu no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou na vida se esvaindo junto com quase todo o sangue do seu corpo. O ritmo do coração desacelerando junto com o fluxo das artérias. Embalava quase como uma canção de ninar macabra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele imaginava aquele piso branco rústico, que ele suou pra pagar, ansiou pra ver pronto, aquele piso, “merda”, pensou, já estava bem encardido...Merda. Ele se imaginou na poça de sangue, desacordado olhando pro céu cinza e a última lágrima de autopiedade escorrendo enquanto pensava na vida miserável que vinha levando. Uma bermuda, descalço, uma camiseta branca, manchada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma semana depois, a faxineira já teria limpado toda aquela bagunça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cachorro, preso, sentia o cheiro de sangue chegando. E resmungava pelo vão da porta. Nunca mais passeios com seu dono. Nunca mais carinho. Nunca mais aquela companhia silenciosa. Nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais o gosto agridoce na boca. Acordar se sentindo um merda. E buscar qualquer ligação com qualquer um que seja. Momentos mentirosos agradáveis. Momentos honestos desagradáveis duram muito mais. Acontecem com frequência maior também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é vida, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutava fazia tempo pra acreditar que não. Era muito inocente. Continuou lutando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje ele estava cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais a esperança de um dia escrever como Carver, Kerouac, Hunter Thompson, Fante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bandini cansou de esperar a primavera. O inverno o levou antes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-3627938885135245180?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/3627938885135245180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=3627938885135245180&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/3627938885135245180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/3627938885135245180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2012/01/dias-pra-se-esquecer.html' title='Dias Pra Se Esquecer'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-5222468652553000676</id><published>2011-05-30T20:39:00.000-03:00</published><updated>2011-05-30T20:39:36.414-03:00</updated><title type='text'>SBC</title><content type='html'>Pensou, debaixo da garoa que parecia infinita, em todos os índios, pretos, japas e carcamanos que morreram pra construir a esmo essa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses prédios sem estilo. Nessa colina íngrime demais até pra quem não tá preso numa bosta de cadeira de rodas. Todas as fachadas deprimentes. Na nova loja de roupa que acabou de ser inaugurada e que daqui a 2 anos vai virar um pet shop, sem antes passar um ano com a placa de aluga-se na vitrine. Em todos os esqueletos de construções que foram pro limbo antes de ser habitados. Na avenida que sempre alaga. Nos camelôs da praça do lado. No rapa que sempre passa alguns minutos atrasado. No viaduto, na avenida/rodovia mais importante de toda região, que não tem começo nem fim. Só meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa cidade cresce aos espamos. Hoje são milhões de prédios em construção. Amanhã, bom, amanhã todo mundo foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de entrar no único bar com alma daquele lugar, se arruma com o reflexo do vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era isso que tinha virado: um filho da puta que mete o pau no próprio berço. Triste. Mas podia ser pior. Essa terra te conforma a viver com os poucos recursos que te dá. A capital é longe sendo perto demais. Hoje tá muito frio. E são muitos os dias frios. E a gente já é velho aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fábrica cobre o sol e joga sua sombra sobre toda a cidade. Todo mundo trabalha lá. Ou pra ela. Ou na cooperativa dela. Ou no clube dela. Ou nas lojas de móveis. Ou na rota dos restaurantes gigantes que mais parecem fábricas com suas linhas de produção de frango com polenta e covers ruins de músicas horríveis. Ou trabalham nos motéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendia como todo mundo que morava lá não se matava ou consumia quantidades absurdas da droga mais barata e forte que desse pra achar. Talvez isso aconteça. Isso encheu o peito dele com uma esperança mórbida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha fugido o quanto antes pode. Da cidade. E da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se olhando naquele reflexo, parecia mais velho do que gostaria. E a cidade parece irritantemente renovada. Os prédios em estilo neoclássico, ou contemporâneo, ou qualquer outra porra de palavra que vai ser violentada para que os homens de marketing te vendam o mesmo projeto requentado mais de 1000 vezes, estão em todo lugar. E a cidade que é só neblina e chuva fraca perde cada dia mais do seu céu acizentado. Existem mais do que dois restaurantes razoáveis na cidade agora. O velho shopping passa pela enésima reforma. A igreja. O paço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Essa é a versão deles do paraíso possível. Uma vida passada em prédios. Dentro de shoppings. Nas concessionárias. Em festas ruins. Tentando pagar todas as dívidas que só mudam de nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém chegou no bar ainda. Ele entra e pede a bebida mais forte. Uma dose. Rápida. Que sobe mais rápido ainda. Seu coração dobra de tamanho e volta a bombear sangue. A tristeza que toma conta dele toda vez que volta pra sua cidade natal tinha ficado lá fora, na garoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parede do bar é coberta por posters de filmes antigos legais. O balcão de vidro é recheado por várias revistas velhas de cinema. O lugar todo dá aquela sensação de conforto que um filme querido e uma pipoca quente dão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os seus melhores amigos são dessa cidade. Ou moram nela. Ou viraram amigos por causa dela. Ou de gente que também nasceu dela. Isso ele devia à cidade. Isso e ele próprio são produtos involuntários dessa terra. Que cospe e engole gente na mesma velocidade com que os carros da fábrica são feitos e descartados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espera pelos amigos e a segunda dose da bebida fizeram ele ficar com expectativas. Talvez seja uma noite legal, num monte de dias tóxicos. Onde viver era dormir pra não morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega o primeiro. É só abraço. Sorriso. Afeto. Não precisa falar. Nem pensar. E assim foi. Um após o outro. Uma após a outra. Estavam todos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou sendo uma noite muito boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade que sempre tenta te arrancar um pedaço, ali, naquele momento, inteiro, ele foi realmente feliz. E tudo isso ele também devia aquele lugarzinho de merda que foi por onde ele nasceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-5222468652553000676?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/5222468652553000676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=5222468652553000676&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/5222468652553000676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/5222468652553000676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2011/05/sbc.html' title='SBC'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-4190520434422299788</id><published>2010-05-21T16:43:00.000-03:00</published><updated>2010-05-21T16:44:33.051-03:00</updated><title type='text'>[Fwd: Mônica Mattos is now following you on Twitter!]</title><content type='html'>Ontem eu tava cansadão em casa. Era o começo da noite. Assistia o Paulista, via o Palmeiras empatar ou perder, de novo. E de novo. E de novo. Já tava na terceira breja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A patroa chega do trabalho. E junto com ela, uma entidade. Vestida com uma tunica roxa da cabeça aos pés, conseguia visualizar, apenas, um corpo muito curvilíneo. Daqueles que , sem muito esforço, atiça a imaginação masculina (e algumas femininas). Pelo fino tecido sedoso, percebi seios fartos, entumecidos e sem nenhum suporte do tipo "sutiã".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha esposa pergunta se eu me lembrava que dia era aquele. Obviamente, era dia da 16ª rodada do Paulistão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Errei. Era nosso aniversário de casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da mancada, ela não esboçou tristeza. Pelo contrário, tinha um sorriso malicioso estampado em sua cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela disse: é hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensei: é hoje!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela disse: não, você não entendeu, é hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não tinha opção. Pobre eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas começaram a me beijar fervorosamente. Do nada, a lareira acende, copos cheios do melhor vinho do mundo se materializam em nossas mãos trêmulas de pecado. Meu cachorro, que não late, começa a uivar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou arremessado no sofá por essas duas deusas do sexo. Racho a cabeça no vidro da mesa de centro e preciso ser levado pro hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, brincadeira, só um anticlímax...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sofá de couro não absorve meu suor que, aquela hora, já era manufaturado em profusão pelas minhas glândulas abertas a todo tipo de prazer. Minhas costas estão grudadas. Elas, diabas do tesão, percebem que não posso me defender e pulam em cima de mim. O sofá custou caro pra caralho, será que a estrutura suporta a nossa brincadeira? Elas vão quebrar minha costela? Perguntas estúpidas que seriam contempladas por um advogado, mas não por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda libido que circulava pelo corpo começa a se acumular em minhas extremidades. Tchau, mundo real. Oi, Planeta Hedonismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora percebo que a Entidade usa uma máscara. Agora percebo, também, que não uso mais uma camiseta, ela rasgou como se fosse papel higiênico. Olho pra minha pança, devia ter tomado só uma breja...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas parecem não se importar com meu gelatinoso físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é a vez da dona da casa arrancar toda sua roupa. Por baixo, vestia uma lingerie(?) de couro com zíperes em lugares inimagináveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Entidade arranca a máscara. É uma morena muito bonita. A tunica se desintegra. Sério, acho que ela jogou na lareira. Onde foi parar aquela merda???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se importa???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha esposa me chicoteia levemente com um aparato de camurça. A Entidade, toda nua, se vira de costas e começa a se friccionar nas minhas partes pudentas. O jeans fica apertado. Que medo, nunca é bom ter muito tesão, jeans e nenhuma cueca. O zíper pode virar uma guilhotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que percebi: aquela marca de biquini, as tatuagens, o cabelo...Era a Monica Mattos. Como não se lembrar do "Brasileirinhas - 1ª Experiência Bi"!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gritei: Monica Mattos! Monica Mattos! Sua gostosa do Cramulhão, você é a Monica Mattos!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o apocalipse. A cara das duas se fechou. A sala ficou sufocante. O céu e sua escuridão noturna ganhou tons avermelhados. Sentia meu rosto queimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MM se virou pra minha esposa e disse: que imbecil, agora vai ter que dar o futrex pro jumento. Não tinha percebido, mas, do outro lado da rua, tava estacionado um estábulo móvel. Mô foi até ele e descarregou o jumento mais bem servido da história humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso meu amor me explicou: fiz uma aposta com ela, se você não acertasse quem era, nós transaríamos a noite toda, de todos os jeitos, até um de nós 3 morrer desidratado. Seria uma prova de amor, entende? Uma prova que você não fica se acabando nos filmes pornôs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, pra tudo isso acontecer, eu teria que ser sodomizado pelo Tinho (de Jumentinho, apelido irônico dado ao tripé fedorento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo esse texto do meu notebook no hospital, de onde acabo de sair de uma cirurgia de reconstrução intestinal e de outra de reposição dermatológica peniana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, graças a internet wifi, acabei de perceber que a Monica Mattos é um dos meus 3 followers no Twitter...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-4190520434422299788?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/4190520434422299788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=4190520434422299788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/4190520434422299788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/4190520434422299788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2010/05/fwd-monica-mattos-is-now-following-you.html' title='[Fwd: Mônica Mattos is now following you on Twitter!]'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-8495473904103798989</id><published>2009-08-12T14:43:00.000-03:00</published><updated>2009-08-12T14:44:25.270-03:00</updated><title type='text'>Cachorro</title><content type='html'>O cachorro saiu em disparada. Enquanto corria, sua perna esquerda traseira parecia trepidar. Como se tivesse sido ejetada, logo ela voou longe. E veio na minha direção. Consegui esquivar. Carregava um saco e nele a guardei. Com apenas 3 patas, ele continuava, e acelerava. Só depois percebi, lá no final da rua de velhos eucaliptos, uma cadela. A pata dianteira esquerda também se desprendeu. Só os membros direitos estavam direitos. Numa agilidade que impressiona, ele alcançou a cachorra antes de todos os outros vira-latas do bairro, que não são poucos. Vira-latas que podiam contar com todas as partes de seus esqueletos, diferente dele. Como vencedor, recebeu a recompensa: transariam até explodir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa interrupção, me voltei a ela. Tentava transpor aquele muro de tensão, ruim, que construímos no meio do banco em que estávamos sentados. Era só nosso segundo encontro e a gente já parecia aqueles casais de 50 anos que entram num restaurante, sentam, comem e se matam sem dizer uma palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a pata do cachorro, fiz um carinho, bem de leve, delicado, no rosto dela. Ela me afastou com raiva. Ela tem senso de humor, só que ele ainda não tinha acordado naquele dia. Não adiantava falar, nem podia olhar pra ela. Ia dar merda. Mais. Não sabia o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra nossa sorte, talvez mais pra minha sorte, o cachorro voltou, passou por nós, voltou, me cheirou e rosnou. Entendi que queria a perna de volta. A outra ele não deve ter encontrado. Encaixei-a na boca dele. E com apenas dois membros funcionais e um estepe entre os dentes, foi embora. Por algum motivo, isso a fez sorrir. Cachorros de duas patas devem ser engraçados pra ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabia o que dizer, lembrei do dia que fez ondas na rua. A cara dela desanuviou. O pânico, dependendo da medida, pode unir dois seres. A rua ondulava só pra ela, pra mim continuava um tapete preto, esburacado pelas raízes das árvores que insistem em viver na cidade. Naquele passado, lembro dela agarrar a minha mão muito forte, como o lugar estava deserto, percebi que era mais um Episódio. Não abracei. Não reconfortei. Só enfrentei as ondas dela, junto dela. Foi aquele dia que nos apaixonamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não. Hoje era um dia ruim. Pra ela, pra mim e pras patas do cachorro. Depois que anoitecer, o único que vai dormir feliz é o cachorro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-8495473904103798989?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/8495473904103798989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=8495473904103798989&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/8495473904103798989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/8495473904103798989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2009/08/cachorro.html' title='Cachorro'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-5448067840907697187</id><published>2008-01-23T18:19:00.000-02:00</published><updated>2008-01-23T18:47:02.112-02:00</updated><title type='text'>Hoje é o dia que eu morro (Meus demônios são maiores que os seus)</title><content type='html'>&lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Meus demônios são maiores que os seus. Não sinto orgulho disso. Não quero que você sinta pena de mim. Esses são os fatos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Tive uma infância muito boa. Melhor até que da maioria. Não foi minha infância.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Tive pais muito bons e que me amaram com força. Não foram meus pais.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Morei num dos melhores lugares do mundo e tive muitos amigos. Não foi o lugar, não foram os amigos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Tive uma ótima esposa. Tive a melhor filha do mundo. Não foram as duas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Tive uma vida muito boa até aqui. Não posso reclamar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Mas Eles apareceram. Eles apareceram e não pararam de crescer.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Quando tudo ia bem. Eu comecei a me perder.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Eu me perdi em mim mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Nunca mais me achei.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Eu tinha tudo. Dinheiro, sucesso e beleza.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;E um monte de demônios.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Eles tomaram minha vida. Todos os aspectos dela.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Eu Os imaginei. Eu Os criei com uma determinação que nunca imaginei ter.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;E como todo o filho, Eles fugiram do controle paterno. Tomaram seu próprio rumo, dentro de mim.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Quanto mais eu lutava contra Eles, mais Eles lutavam contra mim, dentro de mim, em mim mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Tudo era perfeito &lt;st1:personname productid="em excesso. Eu" st="on"&gt;em excesso. Eu&lt;/st1:personname&gt; tinha que de ter certeza que tudo era real.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Quando tudo é perfeito e você fica em dúvida se tudo é real, você já começou a se perder. É um processo sem volta. Você pode, se tiver muita sorte de ter muita força e sentir pouca dor, brincar com a velocidade do processo. Mas a partir do momento que faz a verificação da realidade... Aliás, quando você começa a sentir a vontade de se certificar que você vive no mundo que todo mundo vive, você já perdeu o controle. Você vai querer pular fora desse carro desgovernado em que se transformou. Cedo ou tarde, você VAI se matar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Há meses que não durmo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Hoje fechei os olhos pela última vez.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;É um alívio.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;A vida sorriu pra mim. Eu achei que ela sorriria outras vezes. A vida só sorri uma vez pra você. Coisa que só se aprende quando é tarde demais. A vida sorriu pra mim.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Não é pra entender. Chega uma hora que você cansa de lutar. Eu sei que é a vida e você só tem UMA vida. Sou ateu. Mas uma hora você cansa de lutar. Você se pergunta: por que eu tenho que lutar? Por que justo eu? É um pensamento muito egoísta, mas quando você se afoga na própria saliva nada mais importa.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Eu cansei. Pra não viver mais assim a única solução é não mais viver.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Faz pleno sentido quando você está na minha situação.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;E a minha situação é coisa que não desejo nem pro meu pior inimigo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Não tenho nenhum inimigo. As pessoas gostam de mim. Quando a vida sorri pra você, se você não vai aproveitar esse sorriso, pelo menos ria de volta. As pessoas se desarmam quando você sorri. Parece auto-ajuda. Mas é uma das poucas verdades absolutas que conheci.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Ficar meses sem dormir é horrível. Pior ainda é o efeito que isto causa sobre o seu espírito. Nada mais é real. Tudo é ruim. Tudo o que você pensa é amedrontador e tudo o que você pensa se torna realidade. Você vai ao inferno, estando vivo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Foi a época da minha vida que mais me senti vivo, se serve de algum consolo. Infelizmente, meu demônios ficaram igualmente vivos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Uma massa dura e oca se forma no seu peito quando você pensa que hoje é o último dia da sua vida. Pensar que aquele foi o último sábado. Que aquela foi a última vez que você viu seu melhor amigo. Que aquela foi a última vez que você beijou a mulher que você ama. Mais nenhum Natal. Mais nenhuma bebedeira. Mais nenhum riso. Mais nenhum choro. Nunca mais nuvens rosas. Nunca mais um cachorro correndo. Nunca mais música. Nunca mais você. É um pensamento libertador.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;O momento que você tira sua própria vida é o momento máximo de liberdade que um homem pode sentir.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Nunca mais responsabilidade sobre nada. Nunca mais preocupação. Do momento que você toma a decisão, toma os comprimidos e espera a morte, correm os segundos mais leves da sua vida.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Filho, você está livre.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Algumas ou muitas pessoas vão sentir sua falta. Não importa. Isso é coisa que não foi feita pra se medir &lt;st1:personname productid="em quantidade. Uma" st="on"&gt;em quantidade. Uma&lt;/st1:personname&gt; ou duas pessoas realmente vão ficar com meio olho de água toda vez que pensar &lt;st1:personname productid="em você. Isso" st="on"&gt;em você. Isso&lt;/st1:personname&gt; é o que importa. Você tocou pra sempre uma pessoa. Só precisa ser uma. Uma já é demais.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Cedo ou tarde você vai ser esquecido. Prefiro que seja cedo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Todas as cagadas e coisas ruins que fiz serão esquecidas. As coisas boas também. Mas não me importo. Ninguém é importante o suficiente pra ser lembrado pra sempre.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Pra se livrar dos meu demônios, eu me livrei de mim.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;Hoje foi o último dia meu na Terra. Foi bom enquanto durou. Não chorem por mim. Me esqueçam. A vida segue. Eu, graças a tudo, não.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: courier new;" class="MsoNormal"&gt;...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-5448067840907697187?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/5448067840907697187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=5448067840907697187&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/5448067840907697187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/5448067840907697187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2008/01/hoje-o-dia-que-eu-morro-meus-demnios-so.html' title='Hoje é o dia que eu morro (Meus demônios são maiores que os seus)'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-5464447902465105090</id><published>2007-06-06T11:23:00.000-03:00</published><updated>2007-06-06T11:26:43.866-03:00</updated><title type='text'>Janela Aberta</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Venha ver, eu abri a janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha que deixar um pouco de Sol entrar. O musgo subia pelos calcanhares e o mofo comia minha vontade de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venham ver minha bizarrice em todo seu escuro esplendor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfilem na minha janela suas bocas cheias de dentes perfeitamente brancos, seus peitorais cheios de esteróides, suas faculdades penduradas no pescoço como grandes melancias sem sabor, deixa eu ouvir o eco que existe entre suas orelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me ameace com sua força artificial. Você é um deus misógino do sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfilem na minha janela suas bocas botocadas, seus peitos siliconados batendo em descompasso porque acabou teu estoque de ansiolítico, me mostre todo o seu conhecimento enciclopédico sobre qualquer merda que passa na TV, esfregue na minha cara seu cartão de crédito sem limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me ameace com seu grelo de 15 centímetros. Você é uma deusa misândrica do sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sai da frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa eu ver um pouco além do horizonte. Deixa eu ver a Lua devorando o Sol. Deixa meu sangue gelar só de imaginar mais uma vez o que é viver sem luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa eu pensar na natureza-morta que nossas sementes podres vão germinar. Deixa eu pensar em como esse brotos cancerosos vão metastasear pela Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebam todo o sangue que pulsa em nosso planeta enquanto é tempo. Nós somos os vampiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós sempre fomos e sempre seremos os vampiros.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-5464447902465105090?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/5464447902465105090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=5464447902465105090&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/5464447902465105090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/5464447902465105090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2007/06/janela-aberta.html' title='Janela Aberta'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-6976918311503979542</id><published>2007-04-18T11:38:00.000-03:00</published><updated>2007-04-18T11:45:40.202-03:00</updated><title type='text'>Se Não Tiver</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Se não tiver um sorriso monocova, não é você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver um caleidoscópio de tons méis, no meio de um pequeno lago branco, não é seu olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver uma pequena multidão de claros cílios se dando as mãos em torno dos olhos e pedindo atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver aquela sobrancelha esculpida, se não tiver aquela sobrancelha solitária levantada, se não tiver as duas servindo de ferramentas para suas caretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver cabelo loiro, balançando em cima da faixa preta. Se não tiver aquela nuca nua, mais obscena que tudo. Se não tiver ritual cosmético no fim da noite, não é você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver o beijo mais gostoso no fim do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver o cheiro mais perfumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver pequenas convulsões antes de entrar no sono profundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver a mais autêntica, e talvez única, beleza matinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver sua pele refletindo o sol e sua inteligência ofuscando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver presença de espírito no meio de uma montanha de confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver um ceticismo religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não completar minhas piadas. Se não fizer suas próprias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não valorizarem tudo o que você sabe, machistas burocratas mendigos no espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, depois de te conhecerem, não der tristeza pelas mulheres serem tão subestimadas e humilhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver cantoria. Se não tiver o banho mais demorado que já vi. Se não tiver os dois juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver uma vontade inata de se fazer justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver a risada mais saborosa de se ver e ouvir. Se não tiver esta risada que parece não sair muito de tão divertida. Se não der vontade de te fazer rir mais ainda depois de tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver um olhar que faz parar qualquer coração masculino. Mas que, quando volta a bater, sente-se 10 zilhões de vezes mais vivo que antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver esse espírito inquieto, a tal sede de infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver curiosidade aventureira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver vontade de provar todos sabores, conhecer todas as pessoas e visitar todos os lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não tiver coragem de te entender, infeliz é essa pessoa. Não você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não ficar mais linda e interessante a cada dia, não é você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu não soubesse que a vida ao seu lado vai ser boa até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não der vontade de ficar pra sempre com você, não sou eu mais.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-6976918311503979542?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/6976918311503979542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=6976918311503979542&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/6976918311503979542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/6976918311503979542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2007/04/se-no-tiver.html' title='Se Não Tiver'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-5516305792865857845</id><published>2007-02-27T11:28:00.000-03:00</published><updated>2007-02-27T11:29:49.750-03:00</updated><title type='text'>Grunhindo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Quem é essa pessoa balbuciando enigmas na minha frente? Como ele estende a língua feito um braço? Tenta me alcançar com seu som primitivo. O enxoto como se não fosse eu mesmo um mendigo. Por que tenho vergonha da minha condição? Por que me sinto menos humano que as pessoas nos carros ou aquelas que têm dinheiro pra se vestir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que meu pinguelo tem que ficar sempre à mostra? São os gambés que passam aqui e depois de me surrar e mijar em mim, ainda me deixam semi-despido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que meu cheiro é quase uma pessoa? É pra todos vocês poderem se balizar: é isso o que vira quem não trabalha. Isso é o vagabundo, você quer ser assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o modelo invertido. Tudo o que você não quer ser, mas que pode ter o azar de virar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é essa pessoa na minha frente? Percorro seu rosto com minha mão. É um superfície fria, lisa e reflexiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu recito poesias, filosofo, sou articulado pra caralho, mas as pessoas passam se assustam e, as que não saem correndo, desviam sem se preocupar em disfarçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Topa dois dedinhos de prosa com o escrotão aqui? Já sei a resposta: é sempre não. Mas eu insisto. Sou chato e inconveniente. Não basta eu estar bem escondido da sua vista em 99% do tempo? Esse 1% de aparição minha é quase institucional: se eu não apareço o capitalismo não funciona. Como as pessoas vão trabalhar se não sabem como é odioso ser um mendigo? Eu sou uma das porras das engrenagens do sistema, mesmo estando fora dele. Não é irônico pra cacete? Seus hippies, fracassados ou desesperançados, tentem fugir do sistema. Tentem. Ele vai até a sua choupana no meio do mato te arrastar de volta. É irônico pra c-a-c-e-t-e.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse de terno, estacionando meu carro importado e fosse na sua direção, você desviaria de mim ou me levaria pro seu quarto e me devoraria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem são todos vocês? Que é essa pessoa na minha frente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filho da puta do bar vive me dando bebida. É o imposto etílico que cobro pra não ficar esfregando meu pinto nas mesas e cadeiras do seu estabelecimento. Isso é divertido, pelo menos isso. É meu cinema, é meu domingo no parque, é minha orgia silenciosa com amigos de longa data em um subúrbio ridículo onde sou expelido pra longe de todos vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que as pessoas não me entendem? Por que ninguém conversa comigo? Não bebi nada hoje. Não é o hálito do escapismo alcoólico necessário pra sobreviver. É o que então? Escovei os dentes com os dedos na água cheia de sabão que escorria da calçada lavada pela tia. O que é então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é essa pessoa na minha frente que não me entende? Quem é esse filho da puta? Eu vou te socar. Puta que o pariu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espelho nunca foi tão gelado. Por que eu me odeio tanto?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-5516305792865857845?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/5516305792865857845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=5516305792865857845&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/5516305792865857845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/5516305792865857845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2007/02/grunhindo.html' title='Grunhindo'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-593517222775106184</id><published>2007-02-26T11:51:00.000-03:00</published><updated>2007-02-26T12:04:08.661-03:00</updated><title type='text'>Crime Kids Gangue</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Aos 8 meses, ele já era trombadinha na creche. Tinha uma técnica, puxava com cuidado as carteiras cheirando a lavanda do bolso de trás das fraldas dos coleguinhas, enquanto os mesmos se maravilhavam com o tedioso móbile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tinha 1 ano e meio, sua babá tentou processá-lo por assédio – obviamente o juiz achou que a mulher era louca e a mandou pro hospício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 3 anos já tinha roubado o sanduíche das lancheiras da maioria dos amiguinhos de escola, além de dominar o tráfico de chupetas pelo bairro. E aos 5 tinha assaltado grande parte dos buffets infantis da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, aos 7, dando longas baforadas em seu robusto Partagas de chocolate, com uma pilha de dinheiro do Banco Imobiliário em cima da mesa, e saquinhos de talco embalados como se fossem cocaína, ele planejava seu grande golpe: assaltar o Banco de Leite Materno do Hospital Municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era viciado em leite. Obviamente, misturava whiskey e energético na mamadeira – o que potenciava sua psicose. Mas ele odiava ter que beber naquele receptáculo de plástico frio e sem textura humana. Então, sob a mira da arma, obrigava a mãe de quase 50 anos, outros 4 filhos mais novos que ele e em racionamento de leite, a amamentá-lo por dias até – devido à cafeína do energético, o lunático mirim passava semanas em claro (o pesadelo de todas as mães).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após meses de preparação, o detalhado plano de invasão do Banco de Leite estava pronto. Em cores berrantes, que lembravam aqueles isotônicos que ele também gostava de beber misturado ao leite após se exercitar em sua piscina de bolinhas olímpica, via-se uma planta do local traçada a giz de cera e tinta guache. Com detalhes impressionantes, sua gangue, todos com menos de 10 anos, vale ressaltar, havia bolado um engenhoso plano de ação que envolvia helicópteros de controle remoto, tanques de fricção e triciclos de plástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, não planejava roubar o precioso líquido produzido pelas lactantes. Ele queria, na verdade, acessar a database do Banco. Lá identificaria as mulheres que doaram leite e, em uma orgia láctea, sairia pela cidade mamando nas benevolentes mães que por compaixão haviam doado seus fluídos corpóreos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega o grande dia, armados de pistolas de água, estilingues e armas de paintball, a gangue de bebês psicopatas invade o Banco de Leite. Tomados pela surpresa e pela bizarrice, os atendentes no local não esboçaram reação. Ao contrário, caíram na gargalhada, pois tinham quase certeza que se tratava de uma pegadinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missão foi um sucesso: hoje o bebêzão de quase 9 anos continua a mamar a torto e a direito nas mães da cidade e até das comunidades vizinhas também. Por não possuir RG, a polícia não tem como identificá-lo e rastrear seu paradeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, em uma libertação freudiana, se viu distante da tirania do seio materno.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-593517222775106184?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/593517222775106184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=593517222775106184&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/593517222775106184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/593517222775106184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2007/02/crime-kids-gangue.html' title='Crime Kids Gangue'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-7128407711801120892</id><published>2007-02-07T14:15:00.000-02:00</published><updated>2007-02-07T14:23:14.033-02:00</updated><title type='text'>No Cockpit</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Eu queria estar na minha cidade natal que se move devagar, fumando maconha, trabalhando no 7-Eleven. Mas não: estou aqui numa das máquinas de voar mais velozes e mortais já feita. Pelo menos isso vai me ajudar a conseguir garotas. Tipo, você tem um carrão italiano de rapper, mas quem aqui sabe pilotar um A10? Isso vai ser ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse brinquedinho é legal. Dá muita vontade de brincar com ele. Ainda mais depois de todas aquelas horas de treinamento, comendo comida ruim e aquele cucaracha gay de pele morena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse céu azul. É foda respirar aqui. Às vezes fico meio confuso. Essa tela azul com esses indicadores verde. Porque eles não usam toda essa tecnologia e dinheiro pra dar um jeito na merda da minha cidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou tirar o capacete, tô com falta de ar. Caralho, você tá louco? Tirou morreu. Deixa eu tentar respirar direito. Será que falta oxigênio no meu cérebro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse céu azul é tão desolador. Eu não queria estar aqui. Eu não deveria estar aqui. Maldito Bush. Maldita Condoleezza. Maldito Blair. Joga um manche desses na mão deles. Quero ver a merda que vai dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse jato quase que se dirige sozinho. É tão gostoso de pilotar. Ah se eu tivesse com uma mulher aqui dentro. Os dois pelados, só usando a máscara e ela cavalgando em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que falta de ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho que pensar em outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou matar uns iraquianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hehehe. Esses filhos da puta no rádio só ficam falando do Gonzalez. Ok, ok, a gente vai fuder ele. Deixa o infeliz recuperar as pregas pelo menos. Hehehehe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem coisa mais chata que missão de reconhecimento. Se eu bater uma punheta aqui alguém vai perceber? Essa porra desse capacete não deve estar bombeando oxigênio suficiente pra minha mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha aquelas coisinhas laranjas ali. Devem ser os malditos Osamas com lança-foguetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Central de comando, existem aliados nessa região?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Não existem. Prossiga com a sua missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês estão mortos. Quero ver toda essa merda tremer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que beleza de tiro. Eu sou foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Atenção, nas regiões 3123 e 3124 estão os aliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que porra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de matar os britânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tô fudido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merda de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merda de capacete. Filho da puta. Eu vou arrancar essa merda fora e jogar essa bosta daqui de cima.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-7128407711801120892?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/7128407711801120892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=7128407711801120892&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/7128407711801120892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/7128407711801120892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2007/02/no-cockpit.html' title='No Cockpit'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-116776730837317471</id><published>2007-01-02T17:45:00.000-02:00</published><updated>2007-01-02T17:54:26.256-02:00</updated><title type='text'>Uuu, uuu, uuu. Uuu, uuu, uuu</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ela fala como encantamento de sereia. Ela canta como se soubesse tudo sobre a vida e as pessoas. Mas nada é explícito. Você apenas sabe que ela sabe de tanta coisa porque existe alguma vibração no ar, saindo da sua linda face e atropelando todos os nossos corações e mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fala e você tenta ler as entrelinhas, como uma legenda de filme que passa depressa demais. Mas você lê as entrelinhas quando não precisaria. E, quando realmente deveria, você simplesmente não as lê. Isso é engraçado. E desesperador. É, até, constrangedor – pra você que acha que entende tudo sobre as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, se você tiver um pouco de paciência e amá-la infinitamente, um mundo exclusivo e quente se abrirá pra você. Como o cômodo mais aconchegante da casa mais aconchegante que já foi feita. E você, um cara de sorte, vai se embasbacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindo ao seu Shangri-La privativo. Você está no Éden, e não sabe. Ou não dá o devido e inestimável valor. Ela é a deusa única do panteão mal-ajambrado que você, por ou sem querer, construiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, como uma criança mimada, resolve pichar esse pequeno paraíso. Ou começa a achar que tudo não passa de um cenário, feito de muito isopor, fita crepe, coisas provisórias e falso ódio vestido e maquiado de ressentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o outro lado da moeda. Você se sente solitário do lado da macieira e deixa-se ser picado pela cobra verde. Idiota. Talvez seja tarde demais, mas ainda vale lutar com todas as suas forças. Hoje em dia, como talvez nunca tenha sido, é absurdamente difícil se construir panteões. É difícil povoar sua vida com deusas e deuses de verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com a boca fechada, a poesia se forma em seus olhos caramelo profundo. Pode-se, com pouca força e alguma imaginação, ver o big bang de um lindo universo de sentimentos e emoções se formando no fundo das suas íris de mogno - feito a partir de uma árvore que só habitou campos despoluídos de humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você imagina o resto da sua vida ao lado dela. Ouvindo suas músicas mudas e seu lirismo do dia-a-dia. A vida é melhor por causa dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Você tem a sua vida toda muito bem encaminhada. Só não faça nenhuma merda. Só não tente manter acesa toda essa chama, todo esse fogaréu, com um isqueiro Bic amarelo e descartável. Use todas as suas entranhas. E resista. Mais do que vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se, de vez em quando, ficar difícil demais, cante.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-116776730837317471?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/116776730837317471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=116776730837317471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/116776730837317471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/116776730837317471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2007/01/uuu-uuu-uuu-uuu-uuu-uuu.html' title='Uuu, uuu, uuu. Uuu, uuu, uuu'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-115444393950986072</id><published>2006-08-01T11:50:00.000-03:00</published><updated>2006-08-01T12:02:44.430-03:00</updated><title type='text'>Sobre as Coisas Atrás dos Olhos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Vi sua cabeça explodir em uma nuvem de luz branca. Era um horizonte de pensamentos sólidos que se esparramava pelo chão. Enquanto tentava empurrar de volta pro seu crânio aquelas coisas viscosas e iluminadas, ele balbuciou. E, com a boca inundada de uma saliva espessa e branca, me contou todos os segredos do universo e de viver. Nada que se conseguisse entender. Todas as palavras tinham todos os significados e sentidos possíveis. Nem toda a inteligência humana reunida seria capaz de decifrar o que aquela cabeça fragmentada dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele começou a convulsionar e eu via seu cérebro em ação. Um cheiro de fumaça perfumada tomou conta da sala. Pequenas nuvens negras relampejavam idéias contra seu córtex. Era lindo. E mórbido. Eu assistia ele morrer. Se eu atarraxasse o tampo de sua cabeça de volta, perderia o espetáculo. Se deixasse a coisa do jeito que estava, testemunharia o sublime. Algo que a raça humana evoluiu pra ver. Era o ápice. Depois dali, só descida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não era brilhante. Sempre foi um inteligente esforçado. Nada mais. Ele tem amigos e familiares que sentirão sua perda. Nesse momento, eu não poderia ligar menos pra isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou deixar ele morrer. Deixar seu corpo secar, até todo o cômodo estar inundado pelo o que ele era: idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me deu muita fome. E eu comecei a lamber, do próprio assoalho, aquela gosma amarelada que me cegava. E minha barriga se empanturrou de obsessão: enquanto tudo o que tivesse saído de sua cabeça não se depositasse no fundo do meu estômago, eu não me satisfaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma dedicação gueixa, deixei o chão tão limpo quanto antes da explosão. No meio da tarefa, ele tentava me agarrar. Ele lutava pra viver. Era tarde demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A porta da frente desaba e um policial solitário me vê com a boca e a alma suja. Olhando pra última gota amarela expelida pelo o que restou do cérebro que acabara de se desfazer, o sargento somou dois mais dois e muito antes de qualquer coisa que eu pudesse fazer, puxou o gatilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia que um flash havia sido disparado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caía, senti algo escorrer pela testa. Ao olhar meus dedos, vi a mesma gosma amarela. E, no rosto do policial, a minha obsessão de segundos atrás.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-115444393950986072?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/115444393950986072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=115444393950986072&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/115444393950986072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/115444393950986072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2006/08/sobre-as-coisas-atrs-dos-olhos.html' title='Sobre as Coisas Atrás dos Olhos'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-115169244396994781</id><published>2006-06-30T15:32:00.000-03:00</published><updated>2006-06-30T15:34:03.986-03:00</updated><title type='text'>Boca</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Não. Não fala nada. Não. Não...&lt;br /&gt;Mas você tem que falar. Você tem que abrir sua boca e falar alguma coisa.&lt;br /&gt;Eu ainda tava pensando no que você tinha falado por último.&lt;br /&gt;Você não entende, não é? Você tem que estar sempre falando? Você nunca para pra pensar no que está falando?&lt;br /&gt;Você é ansiedade. Você e sua ansiedade ficam apalpando minha atenção. Ficam constrangendo ela, como um chefe de cavanhaque, terno italiano e bom católico assedia a funcionária mais ajeitada.&lt;br /&gt;E eu sou obrigado a prestar atenção no que você está falando.&lt;br /&gt;E se eu ainda estivesse pensando no que você acabou de falar a pouquíssimo tempo atrás?&lt;br /&gt;Mas você não pensa.&lt;br /&gt;Você é palavras.&lt;br /&gt;Você é um pé-no-saco.&lt;br /&gt;Mas eu não vou falar nada.&lt;br /&gt;Eu ainda tenho a esperança que você se toque.&lt;br /&gt;Será que você vai perceber?&lt;br /&gt;É minha última chance a você.&lt;br /&gt;Ou você percebe que entre nós eu construiria um muro malcheiroso com as merdas que você chama de conselhos. Com as bostas que você chama de conversas. Ou eu fujo.&lt;br /&gt;Eu tiro toda minha roupa e saio correndo.&lt;br /&gt;Como você vai explicar isso?&lt;br /&gt;Logo você que tenta verbalizar tudo.&lt;br /&gt;Logo você que sabe tudo.&lt;br /&gt;Logo você que explode meu saco.&lt;br /&gt;Logo você, vai ficar sem palavras.&lt;br /&gt;Xiu.&lt;br /&gt;Pronto.&lt;br /&gt;Acabou.&lt;br /&gt;Abaixei o zíper.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-115169244396994781?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/115169244396994781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=115169244396994781&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/115169244396994781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/115169244396994781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2006/06/boca.html' title='Boca'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-114366129833552639</id><published>2006-03-29T16:35:00.000-03:00</published><updated>2006-03-30T10:10:18.773-03:00</updated><title type='text'>Dios Malos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;É uma substância que sobra ou falta na minha cabeça. Eu nunca sei. Todos os meus médicos já me explicaram. Mas bem nessa hora a substância que sobra (ou falta) insiste em sobrar (ou faltar). E eu perco o controle sobre o meu cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é o que acontece agora. Foi só quando eu senti o gosto do metal com sangue é que percebi que fiz merda. O problema é: o que eu vejo é real ou alucinação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu vejo são uns 20 corpos estendidos na minha frente. E muito, muito sangue. E olha que eu já vi e produzi muito sangue nessa vida. Mas isso não pode ser real. Eu torço pra que não seja real. Eu torço pra que, se for real, não tenha sido eu o causador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é: eu tenho uma faca ensangüentada na minha boca, uma mão vermelha e a outra segura coisas que eu prefiro não descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu puxo na memória até onde me lembro. E lembro: me sentia entediado. Depois ouvi Ela me mandando fazer coisas que eu não queria fazer. Me senti bem. E, então, não lembro de mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns instantes, eu não fui eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns instantes, eu fiz coisas que não quis fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns instantes – sempre mais curtos do que eu gostaria, me senti bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de ser esquizofrênico é esse: você sempre tem medo de pirar. Sua vida é isso: um constante medo. Porque você nunca sabe se vai ser boa a piração. E geralmente não é. Muita gente deve achar isso absurdo: eles tomam LSD pra ter alucinações. E eu fujo delas. É a bad trip de ter uma bad trip. Essa é minha vida. Sem dó. Não tenha dó de um esquizofrênico. Eu peço isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem alguém escondido atrás da maca. É um enfermeiro chorando. Ele é maior do que eu. Mas é óbvio que quem tá assustado aqui é ele. Tenta fugir de mim, mas é inútil. Ok. Agora me diga tudo o que você viu. Ele pede pra eu não matá-lo. Prometo. Só que eu deveria avisar que quem mata é Ela, a voz. Mas beleza...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele começa a falar e eu começo a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto minha mente implodindo num estalo abafado. Sinto meu peito vazio e o coração pulsando no meio da garganta. E rio. Porque é isso ou o desespero. Então rio. Ouço um enfermeiro dizendo que alguém tinha roubado todo o estoque de psicotrópico da clínica. Só sei que não fui eu. Só sei que faz algum tempo que eu não tomo o remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma faca parece se materializar na minha mão. E eu começo a saltitar ao som de uma música que só toca na minha cabeça. Uma jukebox exclusivíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a minha mão começa a ir de um lado pra outro fora de controle. E eu mato um ali, mato outro aqui. E sangue, sangue, sangue. E eu rio, rio, rio. Eu me sinto bem. As pessoas que morrem parecem não estar gostando. Mas é meu momento. É meu grand finale pra um cérebro bastardo. Uma cabeça que eu não reconheço como minha. É melhor terminar com toda essa bosta de vida logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu vou nessa direção. Pulando do penhasco e levando comigo pessoas que até segundos atrás me consideravam amigo. É escalpo. É sangue. É entranha. É vida se esvaindo e a minha num anti-clímax fudido. Quase no cume. Quase no começo do fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um assassinato e outro eu me pego cantando. Também, essa música é muito boa. Essas pessoas têm sorte de morrer me ouvindo cantar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou sangue frio. Ela me faz ficar assim. Sabe, Ela? Meu Deus, como me sinto bem. Vendo eles correrem. E sabendo que eu engoli as chaves de todas as portas e que as janelas são de vidro temperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles são meus. Suas vidas são minhas. Não quero saber de suas almas. Quero banhar a minha no sangue deles. É um sacrifício que eles vão fazer pra um esquizofrênico megalomaníaco. Foda que eles não têm opção. Não é fazer ou não o sacrifício. É fazer ou fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu paro. Eu perco o fôlego. Eu olho ao redor. Não tem mais ninguém. Parece que acabou. É isso. É o fim. Só a música, que se repete ad aeternum, não pára.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o fim. Aqui vou eu. E cravo a faca no meio da minha cabeça. É quando sinto meu próprio sangue na boca que penso: de tudo isso, o que é real?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;PS: a inspiração pra esse texto veio de uma música chamada "Feels Good Being Somebody Else" da banda Dios Malos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-114366129833552639?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/114366129833552639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=114366129833552639&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/114366129833552639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/114366129833552639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2006/03/dios-malos.html' title='Dios Malos'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-114356335599106356</id><published>2006-03-28T13:25:00.000-03:00</published><updated>2006-03-28T14:21:50.273-03:00</updated><title type='text'>Calcinha Preta</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Ele era normal. Só que roubava. Queria roubar bancos. Partir pra coisa grande. Mas não tinha culhões. Era um cleptomaníaco medroso. Deprimente. Mas era a vida dele. Ele só tinha coragem suficiente pra roubar uma caneta perdida num balcão, uma revista jogada no sofá, uma moeda embaixo da mesa. Pensando bem, cleptomaníaco é algo muito pomposo para o quê ele fazia. Ele era, na melhor das hipóteses, um ladrãozinho que pegava as coisas emprestadas para sempre, um trombadinha que não saiu do armário. E, por estar no armário, ele desenvolveu uma estranha mania. Sim, outra. Se vestir com roupa feminina. Como desenharia Adão Iturrusgarai em suas tirinhas: 1.000.000 de anos de análise. De deixar qualquer terapeuta com água na boca e pensando como vai ser fácil se aposentar. Ele se travestia por completo. Veja bem, ele não era: gay ou travesti. Ele simplesmente fazia isso. Fácil de explicar, difícil de entender. Assim é a vida de um cleptomaníaco de cinta-liga. É. Ele era detalhista. Melhor, calculista. Como qualquer cleptomaníaco amador deve ser. Calcular os pequenos riscos, dos seus pequenos roubos, da sua pequena vida. E usar cinta-liga é algo que ele não pode abdicar. Não por ele ter ascendência britânica (ou seja: uma forte carga genética que dá uma certa liberdade em praticar coisas bizarras), mas porque não usar cinta-liga era ter um pouco menos mania. E ter um pouco menos mania, era ser um pouco menos ele. Não era nada muito patológico. O dano material de sua cleptomania de bolso era mínimo. E usar roupas femininas não fazia mal a ninguém. Ele não tinha esposa. Então ela nunca pegaria ele, de surpresa ao entrar no quarto, de babydoll languidamente se olhando no espelho. Mas um dia apareceu alguém. Apareceu ela. Ela gostou muito dele. E ajudava ele mesmo sem pedir. E ele gostava. Ele sabia que alguma ajuda o ajudaria. Não que ele se incomodasse muito com sua situação. Eles se casaram. Um dia, na casa de uns amigos, ela viu ele roubando um porta-copos da copa de 86 “Rumo ao tetra, Brasil”. Aquele misto de sacanagem com inocência deu um puta tesão nela. Chegando em casa, ela tava no pescoço dele. Começaram a se agarrar. Ele chegou no quarto só de calça, ela toda nua. Selvagem, arrancou a calça do marido. Imagina todo o tempo que decorreu desde a criação do universo até hoje. Foi isso que durou aquele segundo. Ela deixou uma lágrima cair e foi embora. Ele tava de cinta-liga preta. E pra combinar: calcinha preta. A calcinha preta era dela. Ele correu. Só de cinta-liga preta, calcinha preta e meia preta atrás dela. Se ajoelhou e prometeu que nunca mais ia roubar ou se vestir de mulher. Ela ficou ainda mais brava. Parar de se vestir de mulher, tudo bem. Mas, pelo bem da vida sexual deles, ele nunca poderia parar de roubar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-114356335599106356?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/114356335599106356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=114356335599106356&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/114356335599106356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/114356335599106356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2006/03/calcinha-preta.html' title='Calcinha Preta'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23825923.post-114201561060718273</id><published>2006-03-10T15:30:00.000-03:00</published><updated>2007-01-02T17:57:47.703-02:00</updated><title type='text'>Quina de Ases</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Tudo o que você precisa é de uma arma. Uma arma com o cano ainda quente: assim você tem coragem de disparar de novo. É só pensar que uma bala acabou de ser direcionada contra outra pessoa. É tudo carne com cérebro. A grande maioria, sem cérebro. Um amontoado de formigas procurando sentido na rotina estúpida. Se eu fosse formiga, teria como deus um pé grande e impiedoso que destrói formigueiros infiéis. Uma bota sete léguas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;Meu cérebro voa sem que eu queira. De volta ao cassino clandestino escondido no bairro nobre no meio de São Paulo, foi a discrição que me trouxe até esse paraíso entupido daquela deliciosa neblina do proibido. E é de mão dada com a discrição que eu vou continuar. Ela vai dançar comigo. Seja disfarçando minhas caras quando tiver uma estatisticamente impossível quina de Ases, seja quando eu atirar no saco desse cara que acabou de descobrir que eu tenho um baralho idêntico ao que se usa essa noite – até com as marcas que o filho da puta do dono desse “clube” gosta de fazer pra ler o que a gente tem na mão, grudado na mesa acima da minha perna esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse escroto de cavanhaque é um escroto inteligente. Cavanhaque: que merda é essa? Você quer deixar explícito que é um safado. Prefiro ter a cara limpa e sem pêlo e deixar a pessoa perceber que sou um sacana só quando conversar comigo. Ok, ele sabe que eu tenho um outro baralho. Mas será que ele sabe que eu tenho um celular no modo silencioso grudado acima da minha perna direita? E que basta apertar o atalho 666 pra me trazerem um berro frio? Frio naquelas, vou pedir pra darem uns tiros pro ar antes. Não que eu não tenha coragem de atirar em alguém. Já matei com tiro no peito, na testa, na perna acertando a femural. Mas no saco nunca. Fato é: eu não posso matar esse cara porque senão nunca mais volto aqui. É meu ganha pão. Armas, drogas, prostituição. Não quero ser preso por isso. Não sou trafica novo-rico. Sou um demônio mais inteligente que a média da bandidagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cavanhaque descobriu que sou ladrão. Mas será que ele descobre que sou um ladrão armado? O tiro no saco é só um cartão amarelo. Não quero expulsá-lo. Vou dar um tiro no saco também porque ele já deve ter comido um monte de coisa por causa dessa porra de cavanhaque. E eu detesto cavanhaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. A arma chegou. Pensar faz o tempo passar mais rápido. É divertido. E no meu ramo, fundamental pra sobrevivência. É darwiniano: hoje não é o mais apto que sobrevive, é o que tem a inteligência adaptável. É, isso mesmo, filosofia barata de um marginal. Viva com um barulho desses. Hoje em dia até marginal tem acesso à informação: o milagre da Internet. É a época em que todo mundo tem uma opinião forte sobre tudo. E a minha é essa: esse cara merece um tiro no saco. Na real, é um julgamento. Mas foda-se. Todo mundo se confunde mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa eu pensar: ele nunca mais vai poder ter filho. Não sei o que a seleção natural pensa sobre o assunto, mas, se ela não gosta de cretinos caminhando sobre a Terra, vai concordar comigo. É a hora. Vai dedo. Vai gatilho. Vai bala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merda. Acertei o carinha gente boa do lado. Dança comigo discrição, dança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23825923-114201561060718273?l=raso2.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://raso2.blogspot.com/feeds/114201561060718273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23825923&amp;postID=114201561060718273&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/114201561060718273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23825923/posts/default/114201561060718273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://raso2.blogspot.com/2006/03/quina-de-ases.html' title='Quina de Ases'/><author><name>Raso 2</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06084228802942665970</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
